NO BRASIL, OS EDIFÍCIOS COMERCIAIS se caracterizam pelo uso indiscriminado de fachadas construídas em grandes panos de vidro, o que exige redobrada atenção. “O vidro é somente parte da solução”. Essa é a mensagem que tem sido divulgada pela Internet, apoiada no depoimento de um consultor especializado.

Não é a primeira vez que o vidro entra na mira de consultores e especialistas. Há aproximadamente 10 anos surgiu uma corrente que defendia que na região Nordeste todos os edifícios deveriam ter janelas pequenas e pouco vidro. Teoria que foi bastante discutida na época.

Segundo a informação divulgada recentemente, vidros de alto desempenho não conseguem lidar com a elevada carga térmica presente na maior parte do território brasileiro, em boa parte do ano. Tal consultor defende que o sombreamento é fundamental. E que não há qualquer vidro com condições de substituir o sombreamento físico feito por brises, platibandas ou qualquer elemento que bloqueie a radiação solar direta que incide no vidro.

Tal consultor cita que em países com clima semelhantes ao da cidade de São Paulo os edifícios comerciais construídos nos últimos cinco anos são sombreados, incluindo aqueles que utilizam sistema de duplos insulados composto por vidro Low-e, considerado o recurso mais eficiente para se barrar o calor com aproveitamento da luminosidade natural.

Segundo Leonardo Arantes, gerente de produtos da Guardian, o Brasil é um país tropical e, portanto, a incidência de calor e luminosidade pode ser grande, dependendo da aplicação e da especificação técnica do projeto. “Nesse sentido, pode ser necessária a combinação da utilização de vidros de controle solar com outros recursos como, por exemplo, o brise. Porém, a instalação destes equipamentos deve ser avaliada caso a caso, dependendo do perfil do projeto”, ressalta.

É fato conhecido que fachadas voltadas para o sul, ou localizadas em um entorno arborizado ou sombreado por outros edifícios ou barreira natural, como uma montanha, sofrem menos incidência solar. Isso sem falar nas brisas marinhas de vários litorais brasileiros, que refrigeram naturalmente e constantemente com ação da umidade.

EM RESIDÊNCIAS
Se a situação é questionável nas aplicações em edifícios comerciais, ela se agrava nas aplicações residenciais, nas quais o maior preço dos vidros de controle solar não se encaixa em muitos orçamentos. Leonardo diz que é importante observar que, atualmente, o vidro incolor é o produto predominante no mercado residencial brasileiro. Ele descreve: “Este tipo de vidro não tem função de bloquear os raios UV e tampouco o calor, porém, cada vez mais os arquitetos brasileiros estão buscando projetos que integrem os ambientes internos e externos. Por esta razão, existe uma tendência muito grande da utilização de fachadas de vidro e do aumento dos vãos em projetos de empreendimentos residenciais, fazendo-se necessário a utilização de vidros de controle solar, que trazem mais conforto aos consumidores, tanto pelo aspecto térmico, quanto na incidência de luminosidade, assim como na eficiência energética.”

Fonte: http://www.vidros.inf.br/vidros-de-controle-solar-podem-nao-dar-conta-do-recado/

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